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Guedes diz que vai priorizar Reforma da Previdência e privatizações

Anunciado como o ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes disse que vai eliminar “encargos trabalhistas” e abandonar o Mercosul

O Brasil não é propriedade do presidente eleito e de sua equipe. Deve-se respeitar as instituições democráticas, entre elas, a Câmara Federal. A bancada do PT, a maior da Casa, vai lutar contra os ataques aos direitos da classe trabalhadora.

Depois de abandonar sua filha no leito em estado terminal, Pelé não consegue mais andar

Muita gente ficou indignada com a atitude de Pele quando sua filha estava internada no hospital em estado terminal, vítima de uma grave doença. Ela queria na época, ver o pai antes de morrer. Sua súplica foi acompanhada pelos noticiários, mas de nada adiantou, ela partiu sem ter realizado o sonho de falar com o “Rei do Futebol’, Edson Arantes do Nascimento.

A filha de Pele, Sandra, lutou para ter o reconhecimento do pai, para isso ele acionou a Justiça para conseguir realizar o exame de DNA, pois ele se recusava. Após os resultados do exame, ficou provado que ela de fato era filha de Pele.

Mesmo diante das provas oferecidas pela ciência, ele não aceitou tê-la como filha. Uma atitude que surpreendeu o público, ninguém conseguia entender o que levava Pele a nem sequer aceitar uma aproximação.

No início, muito se falou se todo o barulho não seria por conta da fortuna do craque, mas Sandra sempre procurou deixar claro nas entrevistas e declarações, que o sonho dela era receber o carinho do pai biológico e não queria o dinheiro dele, apenas os vínculos de pai e filha ela dizia ser o mais importante. Para provar que não tinha interesse no dinheiro, ela abriu mão de pensão.

Em meio a tantas emoções, exposição pública e tudo o mais, Sandra escreveu um livro sobre uma filha que o rei não queria conhecer.

O tempo passou, e depois de tantos anos da morte de Sandra, o que se tem notícia e de que o “Rei do Futebol’ sofre com problemas de saúde que o impede de andar, está solitário e tendo que se afastar dos eventos esportivos e de outros que costumava participar.

Cemitério de Santo Amaro registra pouco movimento às vésperas do Dia de Finados

O casal de aposentados João Batista de Matos, 80 anos, e Ivonete Gomes de Matos, 81, preferiu não esperar o Dia de Finados (sexta, 2) e antecipar a limpeza do túmulo do filho Pedro Alexandre, morto em 1996 aos 23 anos, em decorrência de um acidente de trânsito. Enterrado no Cemitério Senhor Bom Jesus da Redenção, conhecido como ‘Cemitério de Santo Amaro’, localizado no bairro de mesmo nome, na área central do Recife, o espaço ganhou pintura nova e a limpeza foi realizada pelos próprios pais, nesta terça-feira (30).

“Essa é a nossa rotina há 22 anos. Sabemos que ali não resta mais nada do nosso menino, mas prezamos pelo túmulo dele e gostamos de visitá-lo, independente do Dia de Finados”, contou o aposentado, uma das poucas pessoas que circulavam pelas ruas do cemitério que, às vésperas da data dedicada aos mortos, ainda não registra fluxo de pessoas limpando ou preparando os túmulos e covas dos entes enterrados no local.

Comércio bilateral com os argentinos não é prioridade, diz Paulo Guedes

Rio de Janeiro 9 10 2018 O economista Paulo Guedes, que comanda o núcleo econômico da campanha do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, fala à imprensa.foto Fernando Frazão Agencia Brasil

O economista Paulo Guedes, principal assessor econômico do presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, pediu desculpas na manhã desta terça-feira, dia 30, pela forma como se dirigiu ao papel da Argentina na política de comércio exterior do futuro governo, mas voltou a afirmar que a prioridade da política econômica será o ajuste fiscal por meio de corte de gasto e não o comércio bilateral com os argentinos.

“O nosso foco, o nosso principal problema são os desequilíbrios internos, o excesso de gasto público. Eu não quis em nenhum momento desmerecer a Argentina, o Mercosul. Eu quis dizer o seguinte: não é minha prioridade. A minha prioridade é o gasto público. Nada contra o Mercosul, nada contra a Argentina. Eu só disse que não é a nossa prioridade. Como eu estava afogado, com muito microfone em cima, disse que não era prioridade”, afirmou Guedes, ainda quando chegou à reunião entre Bolsonaro e seus principais assessores, na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio.

Após a confirmação da eleição de Bolsonaro no domingo, dia 28, Guedes afirmou que o Mercosul e a Argentina não eram prioridade do futuro governo, ao responder a pergunta de jornalista do jornal El Clarín.

CNI: Enfraquecer Mercosul é favorecer a China

O novo governo do Brasil precisa priorizar e fortalecer o Mercosul, sob pena de favorecer ainda mais as exportações da China. Esse é o alerta feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em nota divulgada nesta terça-feira.

“Se o governo brasileiro não der prioridade ao Mercosul, ou ainda pior, se reduzir a Tarifa Externa Comum de forma unilateral, o único ganhador é a China, que já vem tomando o mercado brasileiro em toda a América do Sul”, diz a nota divulgada pela CNI. “Pequenas e médias empresas, que exportam mais para esses países, serão as mais afetadas.”

A CNI lembra que a Constituição Federal estabelece, em seu artigo 4º, os princípios de atuação do Brasil nas relações internacionais. Entre eles, está a integração econômica dos países da América Latina. Em seu discurso após a divulgação do resultado das urnas, Jair Bolsonaro repetiu que obedecerá à Constituição.

A entidade da indústria defende o fortalecimento do Mercosul e o aprofundamento da agenda de integração regional. “O bloco é um complemento do mercado doméstico brasileiro e é o destino de exportação no qual a indústria tem maior participação”, diz a nota.

Forcepoint tem diretor de engenharia

A Forcepoint agora conta com Luiz Faro como diretor de engenharia de sistemas para a América Latina.


Luiz Faro, diretor de engenharia de sistemas da Forcepoint para a América Latina. Foto: Divulgação.

A contratação está ligada à estratégia da companhia em expandir seus negócios para atendimento à demanda regional e elevar a capacitação e entendimento territorial do time de SEs (System Engineer).

Faro está baseado na subsidiária DO Brasil e responde a Wagner Tadeu, vice-presidente de vendas para a América Latina.

“Com o aumento e sofisticação das violações de dados é essencial mudar para uma abordagem de segurança focada em pessoas para entender o usuário e como ele interage com os dados críticos, bem como ter ciência das vulnerabilidades únicas que cada organização gera nesta interação”, diz Faro, que acrescenta,

Faro possui mais de dez anos de atuação em fabricantes como Symantec e RSA. Em sua última posição, liderou a equipe de Vendas Técnicas do Brasil e do Cone Sul na RSA, durante a aquisição pela Dell.

O executivo investirá na construção de um ecossistema de parceiros para apoiar o processo de entendimento das diferentes normas e desafios de cibersegurança do território.

“Cada país tem sua demanda e complexidade em termos de compliance corporativo, e precisamos adequar nossa estratégia caso a caso para a percepção por parte dos clientes de que nossa oferta é única e diferenciada para melhor atendê-los”, destaca.

No mercado desde 2016, a Forcepoint é um nome novo, mas tem grandes organizações por trás. A empresa é resultado da compra da Websense e da Stonesoft, uma companhia da Intel, por parte da divisão de cibersegurança da gigante de defesa americana Raytheon.

A operação no Brasil foi iniciada no mesmo ano da fundação. A empresa começou o trabalho com uma base consolidada de clientes a partir das empresas atendidas pela Websense, que já tinha presença no país, e o ecossistema de canais Intel, que vendia Stonesoft no Brasil.

O portfólio da empresa reúne sistemas que, além de protegerem a rede de ameaças externas, monitoram o comportamento dos funcionários para avaliar riscos de falhas (como abertura de e-mails com vírus) ou ações mal-intencionadas, como roubo de informações.

A companhia planeja aumentar a rede de parceiros e treinar os canais anteriores para atender todo o seu portfólio no Brasil.

A Forcepoint inclui em seu portfólio sistemas como DLP (Data Loss Prevention), UEBA  (User and Entity Behavior Analytics), CASB (Cloud Access Security Broker), Web/Email Security e Next-Generation Firewall (NGFW).

NOTA DE REPÚDIO

A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (FETAPE) registra seu repúdio à prisão do dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Pernambuco, Jaime Amorim, na manhã deste sábado (27), na cidade de Caruaru.

Jaime Amorim foi detido, durante cerca de duas horas, depois de ter sido abordado por um homem, que se identificou como policial militar a paisana, enquanto distribuía exemplares do Jornal Brasil de Fato, durante um ato de panfletagem.

A FETAPE presta solidariedade ao companheiro Jaime Amorim e ao MST, destacando que esse caso reforça a necessidade de que o Estado de Direito seja assegurado no Brasil, assim como a liberdade de expressão.

Moro demonstra interesse em fazer parte do governo de Bolsonaro

Em entrevista na TV, o presidente eleito disse que iria convidar o magistrado para integrar o seu ministério ou o Supremo Tribunal Federal

Foto: Heuler Andrey/AFP
Em entrevista ao O Globo, o juiz federal Sergio Moro disse nesta segunda-feira (29), que não descarta a possibilidade de aceitar um convite de Bolsonaro para o Ministério da Justiça e que aceitaria a indicação para o STF.

O Juiz, que disponibilizou a delação de Antônio Palocci às vésperas do primeiro turno, que continha declarações contra o PT, afirmou que a volta do Partido dos Trabalhadores ao governo seria inaceitável. A interlocutores, ele disse que a vantagem de integrar a equipe de Bolsonaro seria afastar o temor de alguns setores da sociedade de algum tipo de quebra do Estado Democrático e de Direitos.
Em entrevista na TV, Jair Messias Bolsonaro demonstrou interesse em convidar o magistrado para integrar o seu ministério ou ocupar um cargo no Supremo, mas não sabe ainda em qual pasta.

Ataque de Bolsonaro à Folha é “acinte à imprensa”, diz Alckmin

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta segunda-feira (29), por meio do Twitter, que os ataques feitos pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) à Folha de S. Paulo são um “acinte a toda a imprensa”. Ainda segundo o tucano, “alguns fazem críticas aos seus críticos porque não conhecem seus próprios limites.”

“Começou mal. A defesa da liberdade ficou no discurso de ontem”, publicou Alckmin no Twitter. “Os ataques feitos hoje pelo futuro presidente à Folha de São Paulo representam um acinte a toda a Imprensa e a ameaça de cooptar veículos de comunicação pela oferta de dinheiro público é uma ofensa à moralidade e ao jornalismo nacional. É pretender substituir a liberdade de Imprensa pelo clientelismo de Imprensa. Alguns fazem críticas aos seus críticos porque não conhecem seus próprios limites. O futuro Presidente vai ter de conviver e de respeitar todos e, em especial, os que a ele dirijam críticas.”

Gleisi: Resistência começa contra aliança entre Bolsonaro e Temer

Presidenta Nacional do PT anuncia uma série de agendas para evitar retrocessos e a primeira luta será barrar a reforma da Previdência ainda este ano

30/10/2018 17h51 – atualizado às 18h16
Paulo Pinto

Gleisi, Paulo Pimenta e Guimarães participam de coletiva de imprens

Menos de dois dias após o fim das Eleições, o governo eleito já deu início à articulação para dar continuidade à agenda de retrocessos colocada em prática pelo golpista Michel Temer como a reforma da Previdência. E barrar a movimentação do radical da extrema-direita para acelerar medidas, que sequer foram debatidas com a população, será a prioridade imediata das bancadas do PT, conforme antecipou nesta terça-feira (3) a presidenta do partido, a senadora Gleisi Hoffmann. “A primeira resistência agora é impedir que a aliança entre Temer e Bolsonaro retire direitos da população brasileira”.

Durante o pronunciamento concedido logo após reunião da Comissão Executiva Nacional do Partido em São Paulo, Gleisi também enalteceu a militância e a postura propositiva de Fernando Haddad, a quem chamou de grande liderança do partido ao lado de Lula. “O PT, apesar de não ter conquistado à Presidência, demonstrou resistência e sai fortalecido. O papel do Haddad, agora mais do que nunca, é de extrema relevância em todo o cenário nacional (…) A defesa da liberdade do ex-presidente Lula também seguirá no centro da nossa luta “, completou.

Paulo Pinto

Fernando Haddad participa da reunião da Executiva do PT

Sobre a reforma da Previdência, a preocupação é ainda mais urgente, já que o extremista do PSL deixou claro que irá se aproximar do governo ilegítimo antes mesmo do dia 1º de janeiro para “aprovar alguma coisa do que está em andamento lá, como a reforma da Previdência, se não o todo, parte do que está sendo proposto”.

Para Gleisi, barrar novamente a proposta que afetaria a aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras é a primeira grande luta que será travada pela oposição contra o futuro governo. “Já fizemos isso antes e faremos de novo porque consideramos que a reforma retira direitos do povo brasileiro. Ela não tem o apoio popular. A proposta não foi debatida pela população nem pelo Temer, nem pelo Bolsonaro. Ela não está no programa de governo do candidato, ela não foi levada a debate. Portanto, não há legitimidade nem dele, nem de Temer para aprovar uma reforma desta envergadura”, avaliou a presidenta.

Outras pautas também preocupam Gleisi: uma delas é a sessão onerosa do Pré-sal que está no Senado. “Estão fazendo articulação de conluio entre os governos de Temer e Bolsonaro para que a entrega do patrimônio que pertence aos brasileiros seja aprovada o mais rápido possível.  Nós achamos que este projeto é um crime de lesa-pátria contra a soberania nacional e os interesses do Brasil”.

Autoritarismo e violência

O discurso de ódio foi a marca registrada de Jair Bolsonaro durante a campanha e suas implicações futuras também despertaram resposta imediata das bancadas do PT no Congresso. Com vasto histórico de ataques a gays, negros, mulheres, pobres e nordestinos, Bolsonaro ampliou a sua violência verbal ao prometer acabar com os movimentos sociais do país.

Para isto, já articula para colocar em prática mais um absurdo: transformar qualquer movimento ou manifestação em ato de terrorismo. “Isso é uma tragédia nas liberdades dos movimentos populares e isso nos preocupa muito. Vamos nos colocar contrários e esperamos que esta seja a movimentação de todos os partidos”, prosseguiu Gleisi.

Paulo Pinto

Reunião da executiva nacional com Haddad

Para enfrentar a anunciada violência do próximo governo, o PT pretende criar uma rede democrática de proteção solidária que envolve diversas frentes da sociedade: “Vamos organizar todos os advogados do partido e todos aqueles que militam na área de direitos humanos. Vamos fazer um convite a juízes pela democracia para que possamos ter a resposta pronta para denunciar violações aos direitos humanos e civis e também à liberdade de expressão”.

Proteção a Lula

Grande parte do ódio disseminado pelo candidato do PSL tem como alvo o ex-presidente Lula, que deixou o cargo com mais de 85% de aprovação e revolucionou o Brasil. Diante das ameaças, outra decisão extraída após a reunião com a Executiva Nacional do PT foi a criação de uma corte de solidariedade democrática pela liberdade de Lula.

“Nós nos preocupamos muito com isso. O último discurso do candidato eleito não tem a ver com os direitos das pessoas: ele disse que quer deixar Lula apodrecer na cadeia. Tememos até pela vida do ex-presidente. Ele tem que ter seu processo julgado de forma justa. Ninguém pode decidir o que fazer com ele antes do seu processo ser julgado de forma justa. É isto que vamos fortalecer em nossa luta”.

A corte de solidariedade também passa pela criação de observatório internacional. “Queremos que o mundo olhe para a nossa população indígena, para a nossa população negra, para os LGBTs, para os movimentos sociais e que a gente também tenha a quem recorrer internacionalmente e garantir o direito de liberdade de expressão, integridade dos jornalistas, enfim para tudo aquilo que construímos a partir da Constituição de 1988”, concluiu Gleisi.

Por Henrique Nunes da Agência PT de Notícias