No Estado Pernambuco reduto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva nasceu,o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) venceu em apenas em uma cidade Santa Cruz do Capibaribe, a terceira maior do Agreste, Bolsonaro  23.044 votos ou 53,83% e a Fernando Haddad, candidato do PT, 19.765 votos ou 46,17%.

Dos 185 municípios, Bolsonaro recebeu 1. 661.163 votos (33,50%). Haddad teve 3.297.944 votos (66,50%) no segundo turno.

No primeiro turno, Bolsonaro havia vencido em nove cidades pernambucanas: além de Santa Cruz do Capibaribe, na capital Recife, em Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Carpina, Caruaru, Taquaritinga do Norte e Camaragibe.

Em Caetés na terra de Lula

No primeiro turno, o primeiro colocado de Caetés foi Haddad com 10.013 votos, ou 82,73%. O candidato Ciro Gomes (PDT) ficou em segundo com 966 votos ou 7,98%. Bolsonaro teve 869 votos ou 7,18%.

No 2º  turno, Haddad foi a 12.333 votos, ou 91,73%. Bolsonaro teve 1.112 votos, ou 8,27%.

© Reuters O juiz federal Sergio Moro vota em Curitiba, no Paraná – 07/10/2018

O juiz federal Sergio Moro afirmou, nesta terça-feira 30, que um provável convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para o Ministério da Justiça ou para compor o Supremo Tribunal Federal (STF) será, se confirmado, “objeto de ponderada discussão e reflexão”.

Em nota oficial, o magistrado, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Paraná, disse que neste momento tem a dizer “publicamente que fico honrado com a lembrança”. Mais cedo, o advogado Gustavo Bebianno, braço-direito de Bolsonaro, afirmou que o governo contava com a disposição do juiz em se “engajar” com a nova gestão.

Durante entrevista à RecordTV, o presidente eleito afirmou a sua pretensão de ter Sergio Moro em uma das funções. Para a Justiça, ele deverá escolher um ministro já no primeiro dia de governo, em substituição a Torquato Jardim. Para o Supremo, Bolsonaro só poderá nomear um nome em 2020, data prevista para a aposentadoria compulsória do decano da Corte, ministro Celso de Mello. E um outro em 2021, no final do período de Marco Aurélio Mello.

Um pouco depois, falando ao Jornal Nacional, Jair Bolsonaro defendeu o juiz Moro como “um símbolo do Brasil”. “É um homem que tem que ter seu trabalho reconhecido. Pretendo conversar com ele, convidá-lo para o Ministério da Justiça ou, no futuro, abrindo uma vaga no Supremo Tribunal Federal, na qual melhor ele achasse que ele poderia trabalhar pelo Brasil”.

A intenção do pesselista de indicar o juiz foi revelada pela coluna Radar há duas semanas. Nesta segunda, por meio de nota, o magistrado parabenizou o pesselista pela vitória e desejou “que faça um bom governo”. “São importantes, com diálogo e tolerância, reformas para recuperar a economia e a integridade da administração pública, assim resgatando a confiança da população na classe política”, afirmou Sergio Moro.

Um levantamento realizado pelos professores Pablo Ortellado (USP), Fabrício Benvenuto (UFMG) e pela agência de checagem de fatos Lupa em 347 grupos de WhatsApp encontrou entre as imagens mais compartilhadas apenas 8% podendo ser classificadas como verdadeiras. O estudo buscou analisar o fenômeno da desinformação e das mensagens falsas em grupos na plataforma, que vem sendo apontada como principal espaço de disseminação desse tipo de conteúdo.

O estudo analisou conteúdos enviados entre os dias 16 de setembro de 7 de outubro, ou seja, em boa parte do 1º turno das eleições deste ano. A amostra trouxe 347 grupos monitorados pelo projeto Eleição sem Fake, da UFMG. Os resultados, portanto, não podem ser generalizados. Mas trazem indícios importantes para a compreensão deste fenômeno. Ao todo, eles reuniram mais de 18 mil usuários. No período, circularam 846 mil mensagens, entre textos, vídeos, imagens e links externos.

Das 50 imagens mais compartilhadas nos grupos checadas pela agência Lupa, considerando foto e texto, apenas quatro foram consideradas verdadeiras (8%), entre elas uma de Bolsonaro em uma maca e outra do autor da facada no candidato, Adélio Bispo de Oliveira. Do total, oito (16%) eram falsas, como a montagem de Dilma com Che Guevara.

Quatro (8%) foram consideradas insustentáveis, conceito da agência para conteúdos que não se baseiam em nenhum banco de dados público confiável, como fotos de Lula e FHC afirmando que os dois se reuniram para planejar assaltos a banco. Outras nove eram fotos reais, mas com alusões a teorias da conspiração sem comprovação.

Da amostra, sete fotos eram reais, mas tiradas de contexto, como um registro de Aécio Neves e Fidel Castro acompanhado da acusação do político tucano ter virado “aluno” do dirigente cubano. Três imagens foram consideradas sátiras, seis estavam associadas a textos de opinião, o que a agência não checa, e três não foram examinadas por não ser possível aferir se a foto havia sido tirada no Brasil ou não. No total, 56% das imagens que mais circularam foram consideradas “enganosas”.

Caso BNDES

O levantamento dos professores e da Agência Lupa detalhou o caso das mensagens sobre supostos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras fora do Brasil. De oito sobre o tema acompanhadas de fotos, apenas duas eram verdadeiras. Outras três traziam dados considerados “exagerados” e duas eram falsas, como a alegação de que o banco teria financiado um gasoduto em Montevidéu e o soterramento de uma ilha em Sarmiento, na Argentina.

Propostas

Os autores divulgaram propostas em artigos e em documento ao WhatsApp solicitando a redução da possibilidade de encaminhamento de mensagens para, no máximo, cinco destinatários. Hoje, este limite é de até 20 pessoas ou grupos. Segundo o professor da USP Pablo Ortellado, o WhatsApp respondeu que tal medida seria inviável.

“Nós discordamos. Na Índia, após uma série de linchamentos causados por boatos difundidos no aplicativo, o WhatsApp conseguiu implementar mudanças em poucos dias. Nossa situação é bastante grave. Estamos conclamando também o TSE e outras instituições com poder regulatório para agir”, escreveu Ortellado, em texto em sua rede oficial sobre o relatório.

A pressão contra Mark Zuckerberg dentro do Facebook começa a aumentar. Mais investidores da companhia se juntaram a uma solicitação para que o fundador da empresa seja removido da função de presidente do conselho da companhia, sob a acusação de que estaria acumulando poder excessivo.

Segundo o site Business Insider, quatro grandes investidores do Facebook, que controlam mais de US$ 1 bilhão em ações da companhia, se juntaram a uma solicitação realizada pelo grupo Trillium Asset Management pedindo uma redução dos poderes de Mark Zuckerberg.

Os acionistas em questão são Scott Stringer, da Controladoria da cidade de Nova York; Michael Frerichs, tesoureiro do estado de Illinois; Seth Magaziner, tesoureiro do estado de Rhode Island, e Joe Torsella, tesoureiro do estado da Pensilvânia. Com esses nomes, o coro pela deposição de Zuckerberg começa a ganhar mais força.

Hoje, Mark Zuckerberg ocupa o cargo de CEO da empresa, mas também acumula a posição de presidente do conselho. O documento proposto pela Trillium em julho, diz que um CEO que também chefia o conselho pode exercer influência demais sobre conselheiros, enfraquecendo o poder de supervisão da gerência da companhia. Assim, o ideal seria que o executivo fosse substituído por um presidente independente do conselho do Facebook, como fazem empresas como Apple, Google, Microsoft e tantas outras.

Entre os gatilhos para que essa proposta ganhe força estão as crises enfrentadas recentemente pelo Facebook, o caso da tentativa de interferência russa nas eleições presidenciais dos EUA em 2016, o escândalo da Cambridge Analytica, a situação de Mianmar, onde atos de violência acabaram incitados por meio da rede social. O ataque hacker recente que permitiu o vazamento de informações pessoais de 30 milhões de usuário também não ajuda a situação de Zuckerberg.

O problema é que, apesar de o Trillium ter apoio, com 51% dos acionistas independentes votando a favor das mudanças, é praticamente impossível realizar qualquer mudança na organização do Facebook se Zuckerberg não quiser, graças à estrutura acionária da companhia.

Hoje, a companhia tem dois tipos de ações: Classe A e Classe B. As ações Classe B têm um poder de voto 10 vezes maior do que as Classe A. E, para dificultar ainda mais, Mark Zuckerberg controla 75% das ações Classe B, o que faz com que ele tenha controle praticamente total sobre as votações da empresa. Assim, ele só sairá de um dos cargos que ocupa se renunciar de forma voluntária.