Como se já não tivesse muito notícia sobre a Apple hoje, a companhia divulgou o preço dos novos iPhones apresentado em setembro no mercado brasileiro.

Ainda não há detalhes de disponibilidade, mas a versão mais barata do smartphone da Apple, o iPhone XR, começa em R$ 5.199. A versão mais cara, o iPhone Xs Max de 512 GB custa R$ 9.999. Ainda não há detalhes sobre disponibilidade.

Preços do iPhone XR
64 GB – R$ 5199
128 GB – R$ 5.499
256 GB – R$ 5.999

Preços do iPhone Xs

64 GB – R$ 7.299
128 GB – R$ 8.099
256 GB – R$ 9.299

Preços do iPhone Xs Max

64 GB – R$ 7.999
128 GB – R$ 8.799

O presidente dos EUA, Donald Trump, quer acabar com a naturalização de crianças estrangeiras que nasceram em solo americano.

Trump teria feito o anúncio numa entrevista exclusiva para “Axios on HBO”, um documentário de quatro episódios que começará a ser transmitida no domingo (4) na TV americana.  “Somos o único país do mundo onde uma pessoa chega, tem uma criança e ela se torna cidadão dos Estados Unidos por 85 anos com todas as vantagens”, declara Trump. “É ridículo e isso tem que acabar”.

Interrogado sobre como colocaria sua intenção em prática, Trump disse que faria uso de um simples decreto. “Sempre me disseram que era preciso uma emenda constitucional, mas podemos fazê-lo com uma lei no Congresso. E agora descobri que também posso fazer um decreto”, disse o presidente americano, que afirmou já ter conversado a respeito com seus conselheiros.

A decisão de Trump poderia entrar em choque com as disposições da 14ª emenda da lei fundamental americana, segundo a qual “toda pessoa nascida ou naturalizada nos Estados Unidos, e submetida à sua jurisdição, é cidadã dos Estados Unidos e do Estado onde reside”.

Trump está visando eleições de meio mandato

Os constitucionalistas conservadores afirmam que a Constituição é aplicada de maneira inapropriada há quarenta anos em razão da interpretação da frase “submetido à sua jurisdição”. Para eles, esta expressão diz respeito às pessoas detentoras de um Green Card e aos cidadãos americanos. Trump estima que os filhos de estrangeiros em situação irregular não podem adquirir a cidadania alegando o único motivo de terem nascido no solo americano.

Faltando uma semana para as eleições de meio de mandato, Trump acredita que a questão migratória é a mais importante para mobilizar seus eleitores e impedir que os democratas tomem conta da Câmara de representantes ou do Senado.

O número de crianças cujos pais estão em situação irregular nos EUA não parou de aumentar entre 1980 e 2006. Após chegar ao pico de 370.000, houve uma desaceleração, de acordo com um estudo do Pew Research Center em 2016.

Para ele, foi apenas um treino. Para ela, é a principal chance de conseguir a tão sonhada vaga em Medicina. Em 20 anos, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou de uma avaliação de desempenho ao fim da educação básica para se tornar o maior vestibular do País – e o segundo do mundo. Depois de muitas mudanças e 100 milhões de inscritos, a prova que ocorre nos próximos dois domingos está em amadurecimento, com nova matriz curricular e alterações na aplicação sendo estudadas.

O médico Daniel Doca, de 37 anos, foi um dos 157 mil jovens que se inscreveram para a primeira edição, em 1998, criada para servir como um referencial dos conhecimentos adquiridos no ensino médio. Ele lembra que foi incentivado pelo pai, professor do cursinho Objetivo, a fazer o exame como um treino para os vestibulares. “Estava muito tranquilo porque para mim era um simulado, uma oportunidade de saber como estava em relação aos outros estudantes. Não tinha pressão.”

O Enem começou a caminhar para a atual amplitude já no ano seguinte de sua criação, quando importantes instituições do País, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), passaram a usar a nota do exame como um dos critérios para seleção de ingressantes. E foi, a partir de 2009, que firmou sua importância, com a criação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), substituindo os vestibulares das instituições federais para selecionar alunos.

Atualmente, é o exame que seleciona os estudantes para 240 mil vagas em 130 instituições públicas brasileiras, além de particulares e de outros países, como Portugal. A adesão das universidades ao Enem foi proporcional ao aumento da pressão que passou a exercer em jovens, como Giovanna Castanheira, de 20 anos. Aluna de escola pública, ela enxerga a prova como a principal porta de entrada para o ensino superior.

“(O Enem) me dá um leque imenso de oportunidades. Se for bem, posso entrar em universidades do País todo”, diz a aluna, que estuda e trabalha para ter bolsa no cursinho Poliedro. No ano passado, ela chegou a ficar na lista de espera para uma vaga em Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Sua preferência é pela USP, que passou a usar o Enem também para selecionar alunos, além do vestibular próprio, a Fuvest. “Acredito que pelo Enem seja mais fácil, porque é uma prova mais ampla. Está bastante conteudista, mas ainda avalia outras habilidades do aluno, o que eu acho mais justo”, diz a jovem, que é filha de uma dona de casa e um motorista de ônibus e busca ser a primeira da família a fazer uma faculdade.

Aperfeiçoamento

Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) na época da criação do Enem, Maria Helena Guimarães de Castro diz que o exame se firmou como uma das principais políticas educacionais do País e não corre riscos, mas ainda precisa de melhorias. Para ela, a nova matriz curricular (que estabelece os conteúdos cobrados na prova) que está sendo desenhada é fundamental para o aperfeiçoamento.

“Até 2009 era mais uma prova de conhecimentos gerais, mas, quando se transformou em vestibular, ficou mais conteudista por uma demanda dos reitores. O problema é que, a cada pedido das faculdades, a matriz do Enem foi virando uma colcha de retalhos”, avalia.

Idealizadora do Enem e atual presidente do Inep, Maria Inês Fini diz que a nova matriz vai seguir as orientações da Reforma do Ensino Médio e da Base Nacional Comum Curricular – ainda em discussão – que só devem ser implementadas em 2021. “Vamos fazer os ajustes de acordo com o que a base nos indicar, que é uma visão mais abrangente de aprendizado. Não podemos só pensar nos conteúdos tradicionais e como avaliá-los, mas também associá-los a outras habilidades e competências adquiridas pelos alunos.”

Para Maria Inês, a discussão atual sobre a matriz curricular marca o início da “terceira onda” do Enem. “Temos uma avaliação forte e importante, reconhecida internacionalmente. Agora, ela vai ser aprimorada.”

Com 5,5 milhões de inscritos para a edição deste ano, o Enem é a segunda maior prova de acesso ao ensino superior do mundo, atrás apenas do Gaokao, o vestibular chinês, que tem anualmente cerca de 9 milhões de inscrições.

Logística

Para as duas educadoras, uma mudança importante para os próximos anos é a forma de aplicação do exame – e elas defendem que seja feito online. Maria Inês explica que, mesmo com o investimento em tecnologia, a aplicação seria mais barata e segura. Em 2017, a prova custou R$ 505,5 milhões – apenas 25% dos gastos são cobertos pelo valor da taxa de inscrição, de R$ 82 – e envolveu mais de 600 mil pessoas na elaboração, distribuição, aplicação e correção do exame.

“É muito espetaculoso e hoje já temos tecnologia que poderia tornar o processo mais simples e seguir o exemplo de grandes vestibulares do mundo, como o SAT nos Estados Unidos”, diz Maria Helena. Para ela, essa alteração deveria ser uma das prioridades do próximo ministro da Educação, já que a transição para uma prova totalmente online pode demorar alguns anos. A digitalização também possibilitaria realizar o Enem mais de uma vez ao ano.

O candidato Fernando Haddad (PT) afirma que pretende aprimorar a produção da prova, ampliando os bancos de questões para fazer várias edições do exame ao longo do ano em versão digital. Também afirmou que quer retomar o “caráter reflexivo” da prova para testar a capacidade de raciocínio e não a de memorização. A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) foi procurada, mas não respondeu se tem alguma proposta para o Enem.

“Sempre podemos aperfeiçoar a prova, mas ela nunca vai deixar de existir. O Enem não é do MEC, não vai ser de Bolsonaro nem de Haddad. Ele é do Brasil, uma conquista do estudante”, diz Maria Inês. Com informações do Estadão Conteúdo.

Apesar das idas e vindas de Jair Bolsonaro em relação ao Ministério da Indústria e Comércio, o que Paulo Guedes tem garantido a interlocutores é que ele será mesmo extinto. Vai virar uma supersecretaria integrada ao Ministério da Fazenda.

Para comandá-la, vai convidar um empresário sem nenhuma relação com o governo e nem com relações próximas de entidades como a CNI.

Aliás, Paulo Guedes costuma referir-se à CNI como uma turma que ainda está “nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial”. Ou seja, são empresários estão fora do seu tempo, exageradamente protecionistas.

O liberal Guedes vai abrir a economia, sim. Mas não será de supetão. Em conversas com empresários tem garantido que não é “louco de fazer isso numa velocidade que as empresas não aguentem o tranco”.

A dois meses do fim do governo Michel Temer, o Ministério de Minas e Energia decidiu propor medidas polêmicas que podem trazer custo de R$ 4,8 bilhões aos consumidores de energia e aumento de quase 3% na conta de luz, segundo a Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace).

Entre as ações propostas está o acionamento de usinas térmicas a gás, que hoje estão paradas devido ao custo fixo elevado, e a realização de um leilão para contratação de térmicas na modalidade de reserva, sob a justificativa de elevar a segurança do sistema. O governo também aprovou uma resolução que dobrou o preço da energia da usina nuclear de Angra 3, cujas obras foram interrompidas após o envolvimento de empreiteiras em denúncias de corrupção.

O presidente da Abrace, Edvaldo Alves de Santana, questiona o momento para o governo adotar políticas que elevam o custo da energia em meio ao calendário eleitoral. Outro ponto é a tentativa de acionar térmicas mais antigas e caras em outubro, início do período chuvoso, o que já permitiu a adoção da bandeira amarela nas contas de luz em novembro, reduzindo o valor extra pago nas contas.

Segundo a Abrace, o reajuste de Angra 3 vai adicionar um custo de R$ 2,5 bilhões por ano nas contas de luz, depois que a usina estiver pronta. A contratação das térmicas mais antigas deve adicionar outros R$ 300 milhões por ano. “Acho incompreensível a pressa para implementar as medidas, além de deselegante com o governo que vai entrar. Tem tanto equívoco que se corre o risco de gastar com térmicas no período de chuvas”, disse Santana.

Na semana passada, o governo também lançou, para consulta pública, uma portaria e um decreto que permitiriam a realização de uma licitação para termoelétricas, mas numa modalidade inédita. Uma vez que os estudos de planejamento energético indicam sobra de energia, o governo pretende realizar um leilão para contratação de potência associada à energia de reserva, sob a justificativa de elevar a segurança do sistema no Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Com informações do Estadão Conteúdo.

Na semana passada foi firmado um convênio entre a Prefeitura de Ibimirim, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Governo de Pernambuco, através da Secretaria Executiva de Recursos Hídricos, para liberação de kits de irrigação aos pequenos agricultores do município. Os sistemas do tipo gotejo deverão melhorar o padrão alimentar e renda das famílias beneficiadas.

Além de Afogados da Ingazeira, a ação contempla outros 29 municípios do Agreste e Sertão, entre eles, Serra Talhada, São José do Egito, Salgueiro, Custódia, Inajá, Ibimirim, Floresta, Tacaratu, Itacuruba, São José do Belmonte, Araripina, Passira, Cumaru, Buíque, Tupanatinga, Águas Belas, Pedra, Jupi, Lagoa do Ouro, Pesqueira, Sanharó e Bom Jardim.

Os kits são formados por caixas d´água de mil litros, bombas, mangueiras, adaptadores, torneiras, tubos, abraçadeiras galvanizadas e outros itens necessários para a instalação do sistema de gotejamento.

Uma escola e uma Unidade de Saúde da Família utilizadas por indígenas no sítio Bem Querer de Baixo, em Jatobá, Sertão de Pernambuco, foram atingidos por um incêndio na madrugada desta segunda-feira (29). O povo Pankararu utilizou o Facebook para denunciar o caso, que está sendo apurado pela Polícia Civil. Comentários nas redes sociais sugerem que o incêndio tenha motivação política, mas o delegado responsável pela investigação nega. A suspeita inicial é de que trata-se de uma ação de posseiros que foram retirados do território.

Em uma nota intitulada “A barbárie começou”, publicada no Facebook, o povo Pankararu afirmou que os moradores da área acordaram “com uma escola e um PSF destruídos pelo fogo do ódio, preconceito e da intolerância”.

Nos comentários da publicação, usuários da rede social sugerem que o incêndio esteja relacionado a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). “Quando o líder eleito coloca que ‘não haverá mais terra para os povos indígenas’, seus seguidores se solidarizam com ele. Como ‘a terra’ apenas os órgãos ‘podem’ tirar, eles começam tirando outros bens do povo que podem ser alcançados com suas mãos”, diz um dos comentários.

O delegado Daniel Angeli, titular da delegacia de Jatobá, responsável pela investigação, nega, até o momento, que o incêndio esteja relacionado ao momento político do País. “Não tem motivação política ou eleitoral nenhuma”, afirmou. Segundo ele, a suspeita inicial é de que o incêndio tenha sido uma consequência do processo de retirada de posseiros do território.

“Apesar de ser preliminar, a gente suspeita de ser uma consequência do procedimento de expulsão dos posseiros da comunidade indígena. O juiz determinou a reintegração de posse em favor dos indígenas e posseiros que moravam lá foram expulsos e não tiveram indenização por benfeitorias”, explicou o delegado.

Segundo o delegado, no local incendiado, foram encontrados recipientes contendo álcool e uma das janelas da unidade de saúde foi quebrada.

A área atingida pelo fogo está isolada e deve passar por perícia do Instituto de Criminalística (IC) na manhã desta terça-feira (30). As primeiras oitivas também devem acontecer nesta terça-feira (30).

Embate judicial

O embate judicial entre os posseiros e os indígenas já dura mais de 25 anos. Em junho deste ano, a Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) negou provimento a um agravo de instrumento e determinou o cumprimento de decisão do Juízo da 38ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco (SJPE), na qual se estabeleceu a desocupação da Terra Indígena Pankararu, no prazo máximo de 90 dias, pelos ocupantes não índios.

No dia 13 de setembro, a Polícia Federal de Pernambuco (PF) com apoio de policiais militares, realizou a Operação Pankararu cujo objetivo era a desocupação de 12 imóveis indígenas na região localizada entre Tacaratu, Jatobá e Petrolândia. Na data, a PF informou que sete dos 12 imóveis foram desocupados.

Um levantamento realizado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), a pedido da Justiça Federal, identificou que, das 346 famílias não-indígenas com posses na região, 259 não residem nas terras, possuindo imóveis nas cidades de Petrolândia, Tacaratu e Jatobá que seriam utilizados apenas como local de lazer para feriados e finais de semana. 

De acordo com o TRF5, a Funai também ficou responsável por indenizar as famílias posseiras que realizaram benfeitorias na terra que ocuparam. Algumas dessas indenizações já teria sido pagas e todos os posseiros foram realocados no PA-Abreu e Lima, um assentamento localizado em Tacaratu, Sertão do Estado. Apesar disso, segundo o tribunal, posseiros apresentaram insatisfação com a localização do município, que seria muito distante, e com as terras, que seriam improdutivas.

Ameaças

Segundo uma indígena de 25 anos, que prefere não ser identificada por questões de segurança, os moradores da localidade já foram alvo de ameaças feitas por posseiros. “Tiveram várias ameaças. Já depredaram a tubulação que abastece as aldeias, já houve ameaça de envenenamento, disseram que iriam colocar veneno na água”.

Na nota, o povo Pankararu afirma que a unidade de saúde realizava cerca de 500 atendimentos mensais. De acordo com a mulher, a Escola Municipal São José, atingida pelo incêndio atendia crianças que cursam o ensino fundamental.  “O que a gente pede é respeito, tolerância, que as pessoas olhem com humanidade, independente de ser uma comunidade indígena. São crianças sem aula, idoso sem atendimento. Por isso o que a gente pede é justiça para que tudo isso se resolva”, acrescentou. Com informações do JC.

No Estado Pernambuco reduto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva nasceu,o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) venceu em apenas em uma cidade Santa Cruz do Capibaribe, a terceira maior do Agreste, Bolsonaro  23.044 votos ou 53,83% e a Fernando Haddad, candidato do PT, 19.765 votos ou 46,17%.

Dos 185 municípios, Bolsonaro recebeu 1. 661.163 votos (33,50%). Haddad teve 3.297.944 votos (66,50%) no segundo turno.

No primeiro turno, Bolsonaro havia vencido em nove cidades pernambucanas: além de Santa Cruz do Capibaribe, na capital Recife, em Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Carpina, Caruaru, Taquaritinga do Norte e Camaragibe.

Em Caetés na terra de Lula

No primeiro turno, o primeiro colocado de Caetés foi Haddad com 10.013 votos, ou 82,73%. O candidato Ciro Gomes (PDT) ficou em segundo com 966 votos ou 7,98%. Bolsonaro teve 869 votos ou 7,18%.

No 2º  turno, Haddad foi a 12.333 votos, ou 91,73%. Bolsonaro teve 1.112 votos, ou 8,27%.

© Reuters O juiz federal Sergio Moro vota em Curitiba, no Paraná – 07/10/2018

O juiz federal Sergio Moro afirmou, nesta terça-feira 30, que um provável convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para o Ministério da Justiça ou para compor o Supremo Tribunal Federal (STF) será, se confirmado, “objeto de ponderada discussão e reflexão”.

Em nota oficial, o magistrado, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Paraná, disse que neste momento tem a dizer “publicamente que fico honrado com a lembrança”. Mais cedo, o advogado Gustavo Bebianno, braço-direito de Bolsonaro, afirmou que o governo contava com a disposição do juiz em se “engajar” com a nova gestão.

Durante entrevista à RecordTV, o presidente eleito afirmou a sua pretensão de ter Sergio Moro em uma das funções. Para a Justiça, ele deverá escolher um ministro já no primeiro dia de governo, em substituição a Torquato Jardim. Para o Supremo, Bolsonaro só poderá nomear um nome em 2020, data prevista para a aposentadoria compulsória do decano da Corte, ministro Celso de Mello. E um outro em 2021, no final do período de Marco Aurélio Mello.

Um pouco depois, falando ao Jornal Nacional, Jair Bolsonaro defendeu o juiz Moro como “um símbolo do Brasil”. “É um homem que tem que ter seu trabalho reconhecido. Pretendo conversar com ele, convidá-lo para o Ministério da Justiça ou, no futuro, abrindo uma vaga no Supremo Tribunal Federal, na qual melhor ele achasse que ele poderia trabalhar pelo Brasil”.

A intenção do pesselista de indicar o juiz foi revelada pela coluna Radar há duas semanas. Nesta segunda, por meio de nota, o magistrado parabenizou o pesselista pela vitória e desejou “que faça um bom governo”. “São importantes, com diálogo e tolerância, reformas para recuperar a economia e a integridade da administração pública, assim resgatando a confiança da população na classe política”, afirmou Sergio Moro.

Um levantamento realizado pelos professores Pablo Ortellado (USP), Fabrício Benvenuto (UFMG) e pela agência de checagem de fatos Lupa em 347 grupos de WhatsApp encontrou entre as imagens mais compartilhadas apenas 8% podendo ser classificadas como verdadeiras. O estudo buscou analisar o fenômeno da desinformação e das mensagens falsas em grupos na plataforma, que vem sendo apontada como principal espaço de disseminação desse tipo de conteúdo.

O estudo analisou conteúdos enviados entre os dias 16 de setembro de 7 de outubro, ou seja, em boa parte do 1º turno das eleições deste ano. A amostra trouxe 347 grupos monitorados pelo projeto Eleição sem Fake, da UFMG. Os resultados, portanto, não podem ser generalizados. Mas trazem indícios importantes para a compreensão deste fenômeno. Ao todo, eles reuniram mais de 18 mil usuários. No período, circularam 846 mil mensagens, entre textos, vídeos, imagens e links externos.

Das 50 imagens mais compartilhadas nos grupos checadas pela agência Lupa, considerando foto e texto, apenas quatro foram consideradas verdadeiras (8%), entre elas uma de Bolsonaro em uma maca e outra do autor da facada no candidato, Adélio Bispo de Oliveira. Do total, oito (16%) eram falsas, como a montagem de Dilma com Che Guevara.

Quatro (8%) foram consideradas insustentáveis, conceito da agência para conteúdos que não se baseiam em nenhum banco de dados público confiável, como fotos de Lula e FHC afirmando que os dois se reuniram para planejar assaltos a banco. Outras nove eram fotos reais, mas com alusões a teorias da conspiração sem comprovação.

Da amostra, sete fotos eram reais, mas tiradas de contexto, como um registro de Aécio Neves e Fidel Castro acompanhado da acusação do político tucano ter virado “aluno” do dirigente cubano. Três imagens foram consideradas sátiras, seis estavam associadas a textos de opinião, o que a agência não checa, e três não foram examinadas por não ser possível aferir se a foto havia sido tirada no Brasil ou não. No total, 56% das imagens que mais circularam foram consideradas “enganosas”.

Caso BNDES

O levantamento dos professores e da Agência Lupa detalhou o caso das mensagens sobre supostos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras fora do Brasil. De oito sobre o tema acompanhadas de fotos, apenas duas eram verdadeiras. Outras três traziam dados considerados “exagerados” e duas eram falsas, como a alegação de que o banco teria financiado um gasoduto em Montevidéu e o soterramento de uma ilha em Sarmiento, na Argentina.

Propostas

Os autores divulgaram propostas em artigos e em documento ao WhatsApp solicitando a redução da possibilidade de encaminhamento de mensagens para, no máximo, cinco destinatários. Hoje, este limite é de até 20 pessoas ou grupos. Segundo o professor da USP Pablo Ortellado, o WhatsApp respondeu que tal medida seria inviável.

“Nós discordamos. Na Índia, após uma série de linchamentos causados por boatos difundidos no aplicativo, o WhatsApp conseguiu implementar mudanças em poucos dias. Nossa situação é bastante grave. Estamos conclamando também o TSE e outras instituições com poder regulatório para agir”, escreveu Ortellado, em texto em sua rede oficial sobre o relatório.