Generais da ativa que trabalharam com Bolsonaro em campanha presidencial pediram intensificação da atuação das Forças Armadas no Nordeste.

“Bolsonaro receberá a proposta de intensificação das ações militares em duas frentes: o abastecimento por meio de carros-pipa em regiões que sofrem com a falta de água e obras da transposição e de revitalização do Rio São Francisco. São iniciativas relacionadas, portanto, ao combate à seca.

(…) O carro-chefe seria a chamada Operação Carro-Pipa, conduzida diretamente pelo Exército. Segundo os dados oficiais do programa, o abastecimento de água em lugares que sofrem com a seca beneficia quase 4 milhões de pessoas. (…) O programa alcança ainda regiões áridas de Minas Gerais e Espírito Santo.”

© Getty Images Bebê astronauta

“Se a humanidade quer se tornar uma espécie multiplanetária, nós também precisamos aprender a nos reproduzir no espaço”. É essa a filosofia de Kees Mulder, CEO de uma empresa holandesa recém-fundada chamada SpaceLife Origins que quer fazer com que uma mulher dê à luz um bebê saudável na órbita da Terra, a 400 quilômetros de altitude, em 2024.

Antes desse pequeno passo para um recém-nascido (que, caso dê certo, sem dúvida será um grande passo para a humanidade), a empresa organizará dois projetos preliminares. O primeiro, com execução prevista para 2020, visa colocar em órbita pequenas arcas-satélite redondas, com espermatozoides e óvulos congelados.

Quem puder pagar pelo serviço — preços não foram divulgados — terá o prazer de proteger seus gametas de qualquer desgraça que ocorra aqui na superfície. 25% das vagas serão reservadas a pessoas de etnias variadas que não precisarão desembolsar nenhum dólar: a ideia é que a arca contenha uma amostra razoável da variabilidade genética da Terra, caso um dia seja necessário reerguer a humanidade das cinzas.

De desgraças, veja bem, Mulder entende: o site oficial da SpaceLife Origins cita previsões apocalípticas ao melhor estilo Stephen Hawking — como a de que a civilização pode sucumbir à inteligência artificial, ao contato com ETs inteligentes, à mudança climática ou a tudo isso junto — para convencer potenciais clientes e a opinião pública de que é uma boa aprendermos a fazer (e depois ter) bebês no espaço. O que não deixa de ser verdade: hoje, viabilizar viagens interplanetárias tripuladas é o objetivo declarado da mais inovadora empresa de tecnologia aeroespacial do mundo, a SpaceX, de Elon Musk.

Caso você esteja se perguntando qual é o sentido de armazenar suas células reprodutivas na imensidão do cosmos, e não em qualquer lugar mais fácil de acessar em caso de apocalipse, a resposta está no segundo projeto, previsto para 2021: usá-las para tentar a primeira inseminação artificial cósmica. Dominar essa tecnologia pode ser um passo importante para uma hipotética colonização de Marte. A empresa garante que vai dispor da tecnologia necessária para recolher as amostras das arcas não-tripuladas. Após a fertilização, os embriões passarão 4 dias se desenvolvendo no espaço. Depois, voltarão à Terra e serão implantados em suas mães. Tudo ocorrerá em incubadoras seladas e protegidas da radiação, que simulam a gravidade com que estamos acostumados.

Caso esses dois passos deem certo, em 2024 uma mulher grávida (a condição é já ter tido dois bebês saudáveis em Terra firme) vai decolar com uma equipe de médicos e parir em órbita. Em 36 horas estará de volta com o bebê em mãos. Tudo ocorrerá em um grau de segurança, nas palavras da empresa, “compatível com o de uma maternidade ocidental”. Mulder promete que a missão será projetada de maneira que a gestante não seja submetida a uma força G perigosa para o bebê, mas não menciona a física por trás do feito. É pagar para ver (literalmente).

© Reprodução Imagens de satélite mostram Ilha do Leste após passagem do furacão Walaka

O furacão Walaka, que atingiu o Pacífico no início de outubro, destruiu a Ilha do Leste, no Havaí, segundo imagens de satélite divulgadas pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (FWS, na sigla em inglês).

Cientistas confirmaram o desaparecimento da ilha ao comparar as fotos tiradas depois da passagem do Walaka com imagens de antes do fenômeno.

Ilha desaparece no Havaí: Imagens de satélite da Ilha do Leste, no Havaí, em maio e em outubro, após o furacão Walaka

© Reprodução Imagens de satélite da Ilha do Leste, no Havaí, em maio e em outubro, após o furacão Walaka

A remota faixa de cascalho e areia, de 44.500 metros quadrados, ficava em uma área de recife de corais.

O local era importante para a construção de ninhos de tartarugas-verdes marinhas, ameaçadas de extinção. A ilha também era crucial para os primeiros dias após o nascimento dos filhotes de focas-monges que habitam a região.

Embora não tenha sido amplamente divulgado como outras tempestades, o furacão Walaka foi um dos mais intensos já registrados no Oceano Pacífico e o segundo de categoria 5 da temporada de furacões de 2018 na região.

Sete pesquisadores tiveram de deixar a ilha às pressas com a aproximação do furacão.

Uma equipe da Marinha americana fará uma avaliação preliminar dos danos e impactos causados pelo Walaka à vida selvagem na ilha, para que as autoridades governamentais possam elaborar um plano de ação.

A Ilha do Leste é a segunda maior ilha do atol conhecido como French Frigate Shoals, localizado a aproximadamente 800 km a noroeste de Honolulu, capital do Havaí.

 

Como se já não tivesse muito notícia sobre a Apple hoje, a companhia divulgou o preço dos novos iPhones apresentado em setembro no mercado brasileiro.

Ainda não há detalhes de disponibilidade, mas a versão mais barata do smartphone da Apple, o iPhone XR, começa em R$ 5.199. A versão mais cara, o iPhone Xs Max de 512 GB custa R$ 9.999. Ainda não há detalhes sobre disponibilidade.

Preços do iPhone XR
64 GB – R$ 5199
128 GB – R$ 5.499
256 GB – R$ 5.999

Preços do iPhone Xs

64 GB – R$ 7.299
128 GB – R$ 8.099
256 GB – R$ 9.299

Preços do iPhone Xs Max

64 GB – R$ 7.999
128 GB – R$ 8.799

O presidente dos EUA, Donald Trump, quer acabar com a naturalização de crianças estrangeiras que nasceram em solo americano.

Trump teria feito o anúncio numa entrevista exclusiva para “Axios on HBO”, um documentário de quatro episódios que começará a ser transmitida no domingo (4) na TV americana.  “Somos o único país do mundo onde uma pessoa chega, tem uma criança e ela se torna cidadão dos Estados Unidos por 85 anos com todas as vantagens”, declara Trump. “É ridículo e isso tem que acabar”.

Interrogado sobre como colocaria sua intenção em prática, Trump disse que faria uso de um simples decreto. “Sempre me disseram que era preciso uma emenda constitucional, mas podemos fazê-lo com uma lei no Congresso. E agora descobri que também posso fazer um decreto”, disse o presidente americano, que afirmou já ter conversado a respeito com seus conselheiros.

A decisão de Trump poderia entrar em choque com as disposições da 14ª emenda da lei fundamental americana, segundo a qual “toda pessoa nascida ou naturalizada nos Estados Unidos, e submetida à sua jurisdição, é cidadã dos Estados Unidos e do Estado onde reside”.

Trump está visando eleições de meio mandato

Os constitucionalistas conservadores afirmam que a Constituição é aplicada de maneira inapropriada há quarenta anos em razão da interpretação da frase “submetido à sua jurisdição”. Para eles, esta expressão diz respeito às pessoas detentoras de um Green Card e aos cidadãos americanos. Trump estima que os filhos de estrangeiros em situação irregular não podem adquirir a cidadania alegando o único motivo de terem nascido no solo americano.

Faltando uma semana para as eleições de meio de mandato, Trump acredita que a questão migratória é a mais importante para mobilizar seus eleitores e impedir que os democratas tomem conta da Câmara de representantes ou do Senado.

O número de crianças cujos pais estão em situação irregular nos EUA não parou de aumentar entre 1980 e 2006. Após chegar ao pico de 370.000, houve uma desaceleração, de acordo com um estudo do Pew Research Center em 2016.

Para ele, foi apenas um treino. Para ela, é a principal chance de conseguir a tão sonhada vaga em Medicina. Em 20 anos, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou de uma avaliação de desempenho ao fim da educação básica para se tornar o maior vestibular do País – e o segundo do mundo. Depois de muitas mudanças e 100 milhões de inscritos, a prova que ocorre nos próximos dois domingos está em amadurecimento, com nova matriz curricular e alterações na aplicação sendo estudadas.

O médico Daniel Doca, de 37 anos, foi um dos 157 mil jovens que se inscreveram para a primeira edição, em 1998, criada para servir como um referencial dos conhecimentos adquiridos no ensino médio. Ele lembra que foi incentivado pelo pai, professor do cursinho Objetivo, a fazer o exame como um treino para os vestibulares. “Estava muito tranquilo porque para mim era um simulado, uma oportunidade de saber como estava em relação aos outros estudantes. Não tinha pressão.”

O Enem começou a caminhar para a atual amplitude já no ano seguinte de sua criação, quando importantes instituições do País, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), passaram a usar a nota do exame como um dos critérios para seleção de ingressantes. E foi, a partir de 2009, que firmou sua importância, com a criação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), substituindo os vestibulares das instituições federais para selecionar alunos.

Atualmente, é o exame que seleciona os estudantes para 240 mil vagas em 130 instituições públicas brasileiras, além de particulares e de outros países, como Portugal. A adesão das universidades ao Enem foi proporcional ao aumento da pressão que passou a exercer em jovens, como Giovanna Castanheira, de 20 anos. Aluna de escola pública, ela enxerga a prova como a principal porta de entrada para o ensino superior.

“(O Enem) me dá um leque imenso de oportunidades. Se for bem, posso entrar em universidades do País todo”, diz a aluna, que estuda e trabalha para ter bolsa no cursinho Poliedro. No ano passado, ela chegou a ficar na lista de espera para uma vaga em Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Sua preferência é pela USP, que passou a usar o Enem também para selecionar alunos, além do vestibular próprio, a Fuvest. “Acredito que pelo Enem seja mais fácil, porque é uma prova mais ampla. Está bastante conteudista, mas ainda avalia outras habilidades do aluno, o que eu acho mais justo”, diz a jovem, que é filha de uma dona de casa e um motorista de ônibus e busca ser a primeira da família a fazer uma faculdade.

Aperfeiçoamento

Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) na época da criação do Enem, Maria Helena Guimarães de Castro diz que o exame se firmou como uma das principais políticas educacionais do País e não corre riscos, mas ainda precisa de melhorias. Para ela, a nova matriz curricular (que estabelece os conteúdos cobrados na prova) que está sendo desenhada é fundamental para o aperfeiçoamento.

“Até 2009 era mais uma prova de conhecimentos gerais, mas, quando se transformou em vestibular, ficou mais conteudista por uma demanda dos reitores. O problema é que, a cada pedido das faculdades, a matriz do Enem foi virando uma colcha de retalhos”, avalia.

Idealizadora do Enem e atual presidente do Inep, Maria Inês Fini diz que a nova matriz vai seguir as orientações da Reforma do Ensino Médio e da Base Nacional Comum Curricular – ainda em discussão – que só devem ser implementadas em 2021. “Vamos fazer os ajustes de acordo com o que a base nos indicar, que é uma visão mais abrangente de aprendizado. Não podemos só pensar nos conteúdos tradicionais e como avaliá-los, mas também associá-los a outras habilidades e competências adquiridas pelos alunos.”

Para Maria Inês, a discussão atual sobre a matriz curricular marca o início da “terceira onda” do Enem. “Temos uma avaliação forte e importante, reconhecida internacionalmente. Agora, ela vai ser aprimorada.”

Com 5,5 milhões de inscritos para a edição deste ano, o Enem é a segunda maior prova de acesso ao ensino superior do mundo, atrás apenas do Gaokao, o vestibular chinês, que tem anualmente cerca de 9 milhões de inscrições.

Logística

Para as duas educadoras, uma mudança importante para os próximos anos é a forma de aplicação do exame – e elas defendem que seja feito online. Maria Inês explica que, mesmo com o investimento em tecnologia, a aplicação seria mais barata e segura. Em 2017, a prova custou R$ 505,5 milhões – apenas 25% dos gastos são cobertos pelo valor da taxa de inscrição, de R$ 82 – e envolveu mais de 600 mil pessoas na elaboração, distribuição, aplicação e correção do exame.

“É muito espetaculoso e hoje já temos tecnologia que poderia tornar o processo mais simples e seguir o exemplo de grandes vestibulares do mundo, como o SAT nos Estados Unidos”, diz Maria Helena. Para ela, essa alteração deveria ser uma das prioridades do próximo ministro da Educação, já que a transição para uma prova totalmente online pode demorar alguns anos. A digitalização também possibilitaria realizar o Enem mais de uma vez ao ano.

O candidato Fernando Haddad (PT) afirma que pretende aprimorar a produção da prova, ampliando os bancos de questões para fazer várias edições do exame ao longo do ano em versão digital. Também afirmou que quer retomar o “caráter reflexivo” da prova para testar a capacidade de raciocínio e não a de memorização. A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) foi procurada, mas não respondeu se tem alguma proposta para o Enem.

“Sempre podemos aperfeiçoar a prova, mas ela nunca vai deixar de existir. O Enem não é do MEC, não vai ser de Bolsonaro nem de Haddad. Ele é do Brasil, uma conquista do estudante”, diz Maria Inês. Com informações do Estadão Conteúdo.

Apesar das idas e vindas de Jair Bolsonaro em relação ao Ministério da Indústria e Comércio, o que Paulo Guedes tem garantido a interlocutores é que ele será mesmo extinto. Vai virar uma supersecretaria integrada ao Ministério da Fazenda.

Para comandá-la, vai convidar um empresário sem nenhuma relação com o governo e nem com relações próximas de entidades como a CNI.

Aliás, Paulo Guedes costuma referir-se à CNI como uma turma que ainda está “nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial”. Ou seja, são empresários estão fora do seu tempo, exageradamente protecionistas.

O liberal Guedes vai abrir a economia, sim. Mas não será de supetão. Em conversas com empresários tem garantido que não é “louco de fazer isso numa velocidade que as empresas não aguentem o tranco”.

A dois meses do fim do governo Michel Temer, o Ministério de Minas e Energia decidiu propor medidas polêmicas que podem trazer custo de R$ 4,8 bilhões aos consumidores de energia e aumento de quase 3% na conta de luz, segundo a Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace).

Entre as ações propostas está o acionamento de usinas térmicas a gás, que hoje estão paradas devido ao custo fixo elevado, e a realização de um leilão para contratação de térmicas na modalidade de reserva, sob a justificativa de elevar a segurança do sistema. O governo também aprovou uma resolução que dobrou o preço da energia da usina nuclear de Angra 3, cujas obras foram interrompidas após o envolvimento de empreiteiras em denúncias de corrupção.

O presidente da Abrace, Edvaldo Alves de Santana, questiona o momento para o governo adotar políticas que elevam o custo da energia em meio ao calendário eleitoral. Outro ponto é a tentativa de acionar térmicas mais antigas e caras em outubro, início do período chuvoso, o que já permitiu a adoção da bandeira amarela nas contas de luz em novembro, reduzindo o valor extra pago nas contas.

Segundo a Abrace, o reajuste de Angra 3 vai adicionar um custo de R$ 2,5 bilhões por ano nas contas de luz, depois que a usina estiver pronta. A contratação das térmicas mais antigas deve adicionar outros R$ 300 milhões por ano. “Acho incompreensível a pressa para implementar as medidas, além de deselegante com o governo que vai entrar. Tem tanto equívoco que se corre o risco de gastar com térmicas no período de chuvas”, disse Santana.

Na semana passada, o governo também lançou, para consulta pública, uma portaria e um decreto que permitiriam a realização de uma licitação para termoelétricas, mas numa modalidade inédita. Uma vez que os estudos de planejamento energético indicam sobra de energia, o governo pretende realizar um leilão para contratação de potência associada à energia de reserva, sob a justificativa de elevar a segurança do sistema no Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Com informações do Estadão Conteúdo.

Na semana passada foi firmado um convênio entre a Prefeitura de Ibimirim, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Governo de Pernambuco, através da Secretaria Executiva de Recursos Hídricos, para liberação de kits de irrigação aos pequenos agricultores do município. Os sistemas do tipo gotejo deverão melhorar o padrão alimentar e renda das famílias beneficiadas.

Além de Afogados da Ingazeira, a ação contempla outros 29 municípios do Agreste e Sertão, entre eles, Serra Talhada, São José do Egito, Salgueiro, Custódia, Inajá, Ibimirim, Floresta, Tacaratu, Itacuruba, São José do Belmonte, Araripina, Passira, Cumaru, Buíque, Tupanatinga, Águas Belas, Pedra, Jupi, Lagoa do Ouro, Pesqueira, Sanharó e Bom Jardim.

Os kits são formados por caixas d´água de mil litros, bombas, mangueiras, adaptadores, torneiras, tubos, abraçadeiras galvanizadas e outros itens necessários para a instalação do sistema de gotejamento.