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Uma criança de oito anos foi morta com um tiro de espingarda nesta segunda-feira (12) durante uma briga entre os pais na zona rural do município de Ibateguara, na região da Zona da Mata de Alagoas.

De acordo com o segundo Batalhão da Polícia Militar (BPM), no momento da discussão, o pai da criança pegou a arma para atirar contra a mulher, quando a criança entrou na frente da mãe para tentar defendê-la.

A polícia faz buscas pelo pai da criança, que fugiu do local.

Alyson correu até a casa do pai e tentou arrombar a porta. Nesse momento, o pai atirou de dentro da casa contra o filho achando que se tratava de um assalto. Alyson Azevedo foi baleado no peito, chegou a ser levado para o Hospital de Picuí, mas não resistiu e morreu.

A fumaça que saía da casa e chamou a atenção dos vizinhos era de uma panela que estava no fogão. O pai, Adilson Azevedo, vai prestar depoimento à polícia nesta terça-feira (13) sobre o caso.

Alyson Azevedo foi eleito prefeito da cidade de Baraúna em 2008, pelo MDB, enquanto seu pai, Adilson Azevedo, foi o candidato eleito das Eleições 2000, pelo mesmo partido, na época ainda PMDB.


Michel Temer e Jair Bolsonaro se encontraram nesta quarta-feira – Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Segundo o presidente eleito Jair Bolsonaro, “muita coisa” do governo Michel Temer vai ser mantida em sua gestão

Da Agência Brasil

Após a reunião que formalizou o governo de transição, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (7) que “muita coisa” da gestão Michel Temer vai ser mantida, sem citar detalhes. Ele afirmou que “não se pode furtar” do conhecimento de quem passou pela Presidência da República. Bolsonaro agradeceu o encontro e disse que conta com a experiência de Temer para ajudá-lo.

“Se preciso for voltaremos a pedir que ele nos atenda. Porque tem muita coisa que continuará. O Brasil não pode se furtar do conhecimento daqueles que passaram pela presidência”, disse Bolsonaro, que concedeu entrevista ao lado de Temer, no Palácio do Planalto.

Foi o primeiro encontro entre o presidente eleito e o atual, desde a vitória de Bolsonaro, no último dia 28. Da mesma forma, é a primeira vez que ele vem a Brasília desde a eleição. No encontro, Temer entregou simbolicamente a chave do gabinete de transição, que funcionará no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Unidade

Após as declarações de Bolsonaro, Temer ressaltou que está à disposição do presidente eleito para o que ele e sua equipe necessitarem. O presidente da República afirmou que o momento é de unidade. “Vamos todos juntos”.

O presidente afirmou ainda que, se houver projetos de interesse do governo eleito em tramitação no Congresso Nacional, podem ser especificados para que ele e sua equipe tentem, assim, negociar sua prioridade nas votações.

Temer convidou Bolsonaro para que o acompanhe em viagens ao exterior, como a próxima Cúpula do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) será em Buenos Aires, na Argentina, de 30 de novembro a 1º de janeiro, e contará com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Presente

Durante a reunião, Temer deu um livro de presente para Bolsonaro. Nele, há uma compilação dos projetos realizados do seu governo, em seis eixos: Social e Cidadania, Econômico, Infraestrutura, Brasil e o Mundo, Segurança e Defesa Nacional e Ações Regionais. A publicação começa com a frase “O Brasil é hoje um país completamente diferente de dois anos e seis meses atrás”.

Segundo Temer, durante a reunião no Planalto, foi transmitido a Bolsonaro um balanço das ações do governo nos últimos dois anos e meio e o que está programado. O presidente destacou que o programa vai ser “apreciado” pelo sucessor para analisar se deve ser mantido.

Em sua agenda na capital federal, Bolsonaro também conheceu as instalações do CCBB. A visita ocorreu na manhã de hoje. Ele chegou de carro ao local e um helicóptero militar acompanhou o comboio no trajeto.

De acordo com informações apuradas e divulgadas pelos sites Jota.info e tecmundo.com.br hackers invadiram o sistema GEDAI-UE da urna eletrônica e teve o código do sistema de carga do software vazado durante a semana anterior ao segundo turno das eleições presidenciáveis, que ocorreu no dia 28 de outubro.

De acordo com as fontes citadas, além do vazamento não autorizado, hackers alegaram que tiveram sucesso ao entrar na intranet do TSE e obter informações privilegiadas e confidenciais, como troca de emails, envio de senhas para juízes, credenciais de acesso etc.

Como os sites tiveram acesso a informação

O hacker responsavel pela invasão entrou em contato com o Site Tecmundo por mensagem relatando o que tinha feito e quais foram suas  ‘conquistas’.

Trecho da mensagem:

“Tive acesso à rede interna (intranet) e, por vários meses, fiquei explorando a rede, inclusive entrando em diversas máquinas diferentes do TSE, em busca de compreender o funcionamento dos sistemas de votação”, escreveu a fonte. “Com isso, obtive milhares de códigos-fontes, documentos sigilosos e até mesmo credenciais, sendo login de um ministro substituto do TSE (Sérgio Banhos) e diversos técnicos, alguns sendo ligados à alta cúpula de TI do TSE, ligado ao pai das urnas (Giuseppe Janino)”.

O site também ouviu  pessoas influentes na área de tecnologia para mensurar  os fatos, e alguns deles alertaram para o eminente risco ao sistema de votação das urnas, por não possuir nem um  tipo de registro físico do voto.

Quase todo mundo já ouviu falar sobre a trágica história do navio “inafundável” que colidiu com um iceberg. E muitas pessoas também viram o filme de 1997 de James Cameron, baseado neste evento.

Mas, na verdade, muito poucas pessoas viram como o real Titanic realmente era, tanto depois de sua construção no início dos anos 1900, quanto depois que seus destroços foram descobertos em 1985. Continue reading

© REUTERS / Rafael Marchante (Foto de arquivo)  Moro diz a juízes que se inspirou no italiano Falcone para deixar toga

FREDERICO VASCONCELOS – O juiz federal Sergio Moro enviou mensagem aos magistrados da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) em que revela ter se inspirado no juiz italiano Giovanni Falcone, da Operação Mãos Limpas, para decidir trocar a toga pelo comando do ministério da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PSL).

Eis a mensagem que Moro enviou aos colegas nesta sexta-feira (2):

“Prezados colegas magistrados federais,

A todos que me endereçaram congratulações aqui, meus agradecimentos.

Foi uma decisão muito difícil, mas ponderada.

Em Brasília, trabalharei para principalmente aprimorar o enfrentamento da corrupção e do crime organizado, com respeito à Constituição, às leis e aos direitos fundamentais.

Lembrei-me do juiz Falcone, muito melhor do que eu, que depois dos sucessos em romper a impunidade da Cosa Nostra, decidiu trocar Palermo por Roma, deixou a toga e assumiu o cargo de Diretor de Assuntos Penais no Ministério da Justiça, onde fez grande diferença mesmo em pouco tempo. Se tiver sorte, poderei fazer algo também importante.

Da minha parte, sempre terei orgulho de ter participado da Justiça Federal e os magistrados terão sempre o meu respeito e admiração. Continuem dignificando a Justiça com atuação independente (mesmo contra, se for o caso, o Ministério da Justiça).

Abs a todos,

Sergio Fernando Moro”

Em abril de 2015, Moro revelou à jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor, quais foram os juízes que motivaram sua atuação na Lava Jato.

Além de Falcone, ele mencionou Earl Warren e Gilson Dipp.

Segundo explicou, Warren tirou a Suprema Corte dos EUA “do pelotão auxiliar do macarthismo para colocá-la na linha de frente da luta pelos direitos civis”.

Falcone, depois de conseguir a condenação da Cosa Nostra, na Itália, “dedicou-se a projetos de lei antimáfia”.

Dipp, um dos principais artífices das varas de crimes financeiros, foi, segundo a jornalista, “um dos juízes mais temidos pelos escritórios de advocacia do país”.

Maria Cristina observou que “o ministro aposentado do STJ foi preservado no oratório do comandante da Lava Jato a despeito do seu parecer contra a espinha dorsal da operação, a delação do doleiro Alberto Youssef”.

“A assessores que lhe cobraram a preferência, Moro disse que o parecer não é do juiz, mas do advogado”, registrou ela. Com informações da Folhapress.

Escorregão diplomático de Paulo Guedes acende a luz vermelha no maior parceiro do Brasil na América Latina
30/10/2018 19h00
Reprodução

Mercosul e a Argentina não serão prioridade para o Brasil no governo Bolsonaro

O Mercosul e a Argentina não serão prioridade para o Brasil no governo Bolsonaro. A orientação foi revelada pelo economista Paulo Guedes ao jornal argentino Clarín e causa preocupação não só entre os países integrantes do bloco, mas nos representantes da indústria nacional.

Guedes, praticamente sacramentado como ministro da Fazenda do futuro governo do capitão, precisou pedir desculpas pela declaração. Mas o estrago já estava feito — e corroborado por outras sinalizações feitas por Bolsonaro e sua hoste no campo da política externa.

O futuro governo não vê vantagem na união alfandegária assegurada pelo Mercosul (integrado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai —com Bolívia em processo de adesão e Venezuela suspensa), preferindo uma zona de livre comércio para poder “comerciar com todo mundo”, sem levar em conta que a integração sul-americana estimula os parceiros a comprarem mais do Brasil.

“Sócio ameaça”

“O sócio agora é uma ameaça”, reagiu o jornal argentino Página 12, para quem a animosidade de Bolsonaro e sua hoste à Argentina seria fruto de uma “antipatia” pelo país vizinho e pelo Mercosul, mas também expressão de um plano de “feroz abertura” comercial que não interessa nem aos argentinos nem à indústria brasileira e muito menos aos trabalhadores do Brasil.

O diário argentino ressalta que “no plano mais estrutural”, a política de Bolsonaro vai se basear em privatizações na precarização das condições de trabalho o Brasil para garantir “mão de obra muito barata e extremamente domesticada” para tentar atrair investimentos. Isso pressionaria a Argentina a adotar medidas semelhantes para competir na lógica da “nivelação por baixo” em termos de condições de trabalho e salários.

O Página12 cita o economista brasileiro Eduardo Crespo, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para quem “a ideia de Guedes é bajar a intensidade da relação com a Argentina e alinhar-se aos Estados Unidos” o professor não descarta a tentativa de ressuscitar a ideia já derrotada da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).

“Argentina não é prioridade”

No último domingo (28), logo após a confirmação da vitória de Bolsonaro no segundo turno, Paulo Guedes foi indagado em entrevista coletiva pela enviada especial do Clarín, Eleonora Gosmann, sobre o futuro das relações do Brasil com o Mercosul.

Acusando o bloco de ser “ideológico”, Guedes tentava contornar o tema e ante a insistência da repórter, disparou: “Não, a Argentina não é prioridade. O Mercosul também não é prioridade. É isso o que a senhora queria ouvir? Conheço esse estilo. A Argentina não é prioridade. Para nós, a prioridade é negociar com o mundo todo”.

Após cair em si, Guedes se desculpou, nesta terça-feira (30), e botou a culpa do escorregão diplomático na jornalista Argentina, que o teria deixado “sufocado” (veja abaixo os links para as matérias do Clarín).

Parceiro de qualidade

Os parceiros do Mercosul, somados, representaram mais de US$ 292 bilhões em volume de exportações brasileiras, no período de 2007 a 2015. No período 2017/2018, o Brasil exportou um total de US$ 42,7 bilhões para os países do bloco.

Para se ter uma base de comparação, no mesmo período o maior importador de produtos brasileiros, a China (que compra soja, aço e óleo cru), principalmente, respondeu por US$ 311,9 bilhões das exportações do País. Os Estados Unidos (basicamente, importadores de petróleo bruto), compraram US$ 299,9 bilhões.

Mas, mais importante do que os valores vendidos ao Mercosul é a qualidade dessas exportações, onde predomina a produção industrial do setor automotivo e tratores.

Ou seja, a demanda do Mercosul contribui para a geração de empregos mais qualificados, formais e com melhor remuneração aqui no Brasil.

Números não explicam

O deslocamento do foco das relações diplomáticas e comerciais do Brasil na América Latina, privilegiando o Chile em detrimento da Argentina, não se explica pelos números registrados na balança comercial.

A Argentina é o terceiro maior importador de produtos brasileiros, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Entre 2003 e 2015, as vendas para o Chile, sétimo colocado entre os importadores de produtos brasileiros, somaram US$ 51 bilhões. No mesmo período, as exportações do Brasil para a Argentina totalizaram US$ 184,3 bilhões, volume 3,6 vezes maior.

No período 2017/2018, a Argentina importou um volume equivalente a US$ 29,89 bilhões, enquanto as compras feitas pelo Chile representaram US$ 9,67 bilhões, ou cerca de um terço.

Visitas

Outro ponto que está sendo tomado como sinalização de um esfriamento das relações do Brasil com a Argentina foi o anúncio da equipe de Bolsonaro sobre as primeiras viagens internacionais que ele faria, com a escolha de Chile, Estados Unidos e Israel.

Esse anúncio foi um dos temas da reunião desta terça-feira (30) do presidente argentino Maurício Macri com seu ministério.

Falando à imprensa, o chanceler argentino, Jorge Faure, tentou minimizar o desdém de Bolsonaro expresso nas declarações de Guedes e nas prioridades de sua agenda internacional. “São apenas manchetes de jornal”, disse ele ao Clarín, mas “os movimentos da próxima administração do Brasil causaram perplexidade na Casa Rosada”.

Nostalgia de Pinochet

Uma explicação para a preferência manifestada por Bolsonaro e sua hoste pelo Chile pode não ter nada a ver com o Chile real—uma democracia onde vale a Constituição, atualmente sob governo conservador.

Por várias vezes, o capitão/presidente já manifestou sua admiração pelo passado sombrio daquele país, os 17 anos da ditadura de Augusto Pinochet, responsável por pelo menos 40 mil assassinatos. Essa, sim, é uma escolha ideológica — além de nostálgica e descambando para o fetichismo.

Interlocutores próximos

Além disso, Jair Bolsonaro conta com entusiasmados interlocutores na extrema-direita chilena, como a presidenta do partido União Democrata Independente (UDI), Jacqueline van Rysselberghe, ligada à seita católica fundamentalista Opus Dei, e o ex-deputado José Antonio Kast, dissidente da UDI e hoje independente.

Tanto Rysselberghe quanto Kast fizeram questão de visitar Bolsonaro no Rio de Janeiro, em meados de outubro — os encontros foram realizados com menos de 24 horas de intervalo, nos dias 17 (com Rysselberghe) e 18 (com Kast).

O ex-deputado Kast representou a extrema-direita na última eleição presidencial no Chile.

Os temas dos encontros de Bolsonaro com Rysselberghe e Kast , informa o jornal chileno La Tercera, foram “a estratégia digital da campanha de Bolsonaro, suas propostas econômicas e as coincidências com o modelo de desenvolvimento chileno”.

Presidenta Nacional do PT anuncia uma série de agendas para evitar retrocessos e a primeira luta será barrar a reforma da Previdência ainda este ano

30/10/2018 17h51 – atualizado às 18h16
Paulo Pinto

Gleisi, Paulo Pimenta e Guimarães participam de coletiva de imprens

Menos de dois dias após o fim das Eleições, o governo eleito já deu início à articulação para dar continuidade à agenda de retrocessos colocada em prática pelo golpista Michel Temer como a reforma da Previdência. E barrar a movimentação do radical da extrema-direita para acelerar medidas, que sequer foram debatidas com a população, será a prioridade imediata das bancadas do PT, conforme antecipou nesta terça-feira (3) a presidenta do partido, a senadora Gleisi Hoffmann. “A primeira resistência agora é impedir que a aliança entre Temer e Bolsonaro retire direitos da população brasileira”.

Durante o pronunciamento concedido logo após reunião da Comissão Executiva Nacional do Partido em São Paulo, Gleisi também enalteceu a militância e a postura propositiva de Fernando Haddad, a quem chamou de grande liderança do partido ao lado de Lula. “O PT, apesar de não ter conquistado à Presidência, demonstrou resistência e sai fortalecido. O papel do Haddad, agora mais do que nunca, é de extrema relevância em todo o cenário nacional (…) A defesa da liberdade do ex-presidente Lula também seguirá no centro da nossa luta “, completou.

Paulo Pinto

Fernando Haddad participa da reunião da Executiva do PT

Sobre a reforma da Previdência, a preocupação é ainda mais urgente, já que o extremista do PSL deixou claro que irá se aproximar do governo ilegítimo antes mesmo do dia 1º de janeiro para “aprovar alguma coisa do que está em andamento lá, como a reforma da Previdência, se não o todo, parte do que está sendo proposto”.

Para Gleisi, barrar novamente a proposta que afetaria a aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras é a primeira grande luta que será travada pela oposição contra o futuro governo. “Já fizemos isso antes e faremos de novo porque consideramos que a reforma retira direitos do povo brasileiro. Ela não tem o apoio popular. A proposta não foi debatida pela população nem pelo Temer, nem pelo Bolsonaro. Ela não está no programa de governo do candidato, ela não foi levada a debate. Portanto, não há legitimidade nem dele, nem de Temer para aprovar uma reforma desta envergadura”, avaliou a presidenta.

Outras pautas também preocupam Gleisi: uma delas é a sessão onerosa do Pré-sal que está no Senado. “Estão fazendo articulação de conluio entre os governos de Temer e Bolsonaro para que a entrega do patrimônio que pertence aos brasileiros seja aprovada o mais rápido possível.  Nós achamos que este projeto é um crime de lesa-pátria contra a soberania nacional e os interesses do Brasil”.

Autoritarismo e violência

O discurso de ódio foi a marca registrada de Jair Bolsonaro durante a campanha e suas implicações futuras também despertaram resposta imediata das bancadas do PT no Congresso. Com vasto histórico de ataques a gays, negros, mulheres, pobres e nordestinos, Bolsonaro ampliou a sua violência verbal ao prometer acabar com os movimentos sociais do país.

Para isto, já articula para colocar em prática mais um absurdo: transformar qualquer movimento ou manifestação em ato de terrorismo. “Isso é uma tragédia nas liberdades dos movimentos populares e isso nos preocupa muito. Vamos nos colocar contrários e esperamos que esta seja a movimentação de todos os partidos”, prosseguiu Gleisi.

Paulo Pinto

Reunião da executiva nacional com Haddad

Para enfrentar a anunciada violência do próximo governo, o PT pretende criar uma rede democrática de proteção solidária que envolve diversas frentes da sociedade: “Vamos organizar todos os advogados do partido e todos aqueles que militam na área de direitos humanos. Vamos fazer um convite a juízes pela democracia para que possamos ter a resposta pronta para denunciar violações aos direitos humanos e civis e também à liberdade de expressão”.

Proteção a Lula

Grande parte do ódio disseminado pelo candidato do PSL tem como alvo o ex-presidente Lula, que deixou o cargo com mais de 85% de aprovação e revolucionou o Brasil. Diante das ameaças, outra decisão extraída após a reunião com a Executiva Nacional do PT foi a criação de uma corte de solidariedade democrática pela liberdade de Lula.

“Nós nos preocupamos muito com isso. O último discurso do candidato eleito não tem a ver com os direitos das pessoas: ele disse que quer deixar Lula apodrecer na cadeia. Tememos até pela vida do ex-presidente. Ele tem que ter seu processo julgado de forma justa. Ninguém pode decidir o que fazer com ele antes do seu processo ser julgado de forma justa. É isto que vamos fortalecer em nossa luta”.

A corte de solidariedade também passa pela criação de observatório internacional. “Queremos que o mundo olhe para a nossa população indígena, para a nossa população negra, para os LGBTs, para os movimentos sociais e que a gente também tenha a quem recorrer internacionalmente e garantir o direito de liberdade de expressão, integridade dos jornalistas, enfim para tudo aquilo que construímos a partir da Constituição de 1988”, concluiu Gleisi.

Por Henrique Nunes da Agência PT de Notícias